20 março, 2008

O Sonho de Um Grande Homem

É na vida profissional que ele encontra. Em nenhuma outra área consegue se dar melhor, se não na profissão que tanto lhe dá satisfações. A sua família sempre o reconheceu como exímio empreendedor. Desde muito cedo já se preocupava e não deixava que todo líquido da mamadeira – que tanto amava – acabasse logo após ser feita. Logo que chegava a metade do frasco já tratava de ir correndo à geladeira para guardar o restante - como se fosse uma reserva técnica - por temer que no instante posterior o instinto infantil de consumir tudo, sem pensar no depois, fosse o deixar com fome.

Sua mãe era totalmente voltada aos afazeres de casa, enquanto seu pai coordenava todo um pelotão de soldados insaciáveis no que se tratava de necessidades fisiológicas - essas incluem principalmente alimentação e relações sexuais.

Filho de mãe vietnamita e pai americano, sempre ficou na dúvida em quem se espelhar quando vinham os pensamentos de identificação patriota. Nasceu em São Francisco/CA logo após seu pai, veterano de guerra, voltar para casa levando juntamente sua mãe. Ele não sabia o que dizer quando lhe perguntavam sobre a sua aparência particularmente estranha, aos olhos dos seus colegas de escola. Preferia sempre dizer que era “vietnamericano” para evitar um possível preconceito e ainda arrancar algumas risadas devido ao termo criado por ele.
Era de costume dele ler dois a três livros por mês. Geralmente eram livros ligados a economia ou administração empresarial – uma vez chamou muito a atenção de sua esposa quando o tema mudou: o livro era “Comportamento grupal nas instituições organizacionais”.

Annie Blasé foi a escolhida por justamente se interessar nos mesmos aspectos socioeconômicos dele. Não tinham filhos por dificuldades psicofisiológicas que o casal tinha. Motivos pelos quais não se interessavam descobrir, tampouco tocar no assunto. O afeto entre os dois, no máximo, chegava a um abraço ou um beijo na bochecha quando algum dos dois comemorava o seu aniversário ou alguma ocasião em que precisavam mostrar a terceiros a relação amorosa que tinham – obviamente, se sentiam desconfortáveis, evitando ocasiões festivas.

Ele nunca participou de alguma formação religiosa tal como catequese e crisma, mesmo seu pai sendo católico apostólico romano e sua mãe hinduísta. Se achava jovem demais para freqüentar estes lugares, porém era apenas uma desculpa para ficar integralmente voltado ao trabalho.
John Big Man, como era chamado, era um gerente de banco há 3 meses, depois de ter passado “voando” pelos cargos inferiores como officeboy, recepcionista, contador de cédulas monetárias, caixa e sub-gerente. Sua inteligência lógico-matemática era de dar inveja a muitos economistas e físicos quântico.

Legalmente John não poderia exercer a função de officeboy correndo pelas ruas, tampouco ser um gerente responsável por uma agência bancária, mas sempre foi preciso sonhar para um dia realizar. Hoje o Sr. Big Man acumula uma fortuna de 15 bilhões de dólares e se sente feliz, embora tenha apenas um metro e trinta e dois centímetros de altura e usufruindo da experiência acumulada ao longo de todos os seus nove anos de idade.

3 comentários:

pedro mello disse...

rááá
como ele ficou tão rico?

Lu disse...

mazá guri!
hehehe

Anônimo disse...

Entrei no teu orkut por acaso e vi seu blog!
Cara,vc escreve muito bem!
Parabéns!!!
Bjo's

Bia